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Pesquisador compartilha experiência de pesquisa aos pós graduandos em História Local


Em 1848 um crime abalou a cidade de Areia e repercutiu na Paraíba inteira: o assassinato do vice governador da província, Trajano Chacon. A acusada de sua morte foi uma viúva que morava a pouco tempo na cidade e que ali vivia em mancebia com o comandante da Guarda Nacional local. Carlota Lúcia de Brito foi condenada à forca pelo crime, juntamente com o Major Quincas e, em apelação da sentença, teve a pena revertida para prisão perpétua, a ser cumprida no presídio da ilha de Fernando de Noronha.

Conhecendo a história dos relatos de Horácio de Almeida, desde criança o historiador Mario Vinicius Carneiros Medeiros, da UFPB, nutria questionamentos acerca do destino da infeliz mulher. Voltar à terra de seu pai, no brejo paraibano, foi um incentivo para iniciar uma trajetória de pesquisa que durou nove anos, e cuja territorialidade ultrapassou as fronteiras dos arquivos da Paraíba,  Pernambuco e  Rio de Janeiro.

Mario Vinicius apresentou aos integrantes do curso de especialização do NUPEHL a trajetória desenvolvida em busca de fontes das mais diversas naturezas para dar respostas à problematização inicial de sua pesquisa, que resultou num livro cativante aos amantes da história, sejam leigos ou profissionais. Em narrativa agradável e emoldurada pelos registros de suas experiências em busca de fontes, proporcionou verdadeira aula aos iniciantes da pesquisa histórica, num momento ímpar.

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